Um Rotary Club do Kansas ajuda mulheres a quebrar o ciclo do encarceramento e a enfrentar os perigos depois da saída
Por Emily Nonko | Fotografia de Arin Yoon
Até há alguns anos, as idas de Jodi Whitt à prisão do condado de Shawnee, em Topeka, no Kansas, começavam com uma detenção e uma espera angustiante, durante até 72 horas, numa cela de admissão vazia. As suas passagens pela prisão duravam cerca de 30 dias e terminavam com uma libertação abrupta, sem recursos ou apoio, apenas com a roupa que trazia vestida. Voltava ao vício, regressava à prisão e o ciclo repetia-se. “Passei anos a entrar e a sair da prisão. Não foi como se tivesse ficado lá apenas uma vez”, conta. “Durante mais de 20 anos, vivi num ciclo constante de encarceramento.”
As coisas começaram a mudar em 2019. Jodi deixou de consumir, comprometeu-se com o tratamento e desafiou-se a experimentar coisas novas, como frequentar um programa de educação tecnológica da Universidade do Kansas destinado a mulheres que tinham estado anteriormente encarceradas. Alguns anos mais tarde, tomou uma decisão que mudaria a sua vida e a de muitas outras mulheres. “Queria voltar à prisão e ajudar as mulheres, porque era ali que eu precisava de ajuda”, afirma. “Era ali que eu precisava de intervenção.”

Pouco imaginava Jodi Whitt onde aquela vontade de ajudar a levaria. Em 2021, foi criado um Rotary Club local com o objetivo de combater o tráfico de seres humanos. Os seus membros convidaram Jodi a integrar o programa de mentoria, ajudando mulheres a fazer a transição para a vida fora da prisão. À medida que o seu envolvimento cresceu, o clube tornou-se um dos principais prestadores de serviços de reintegração no condado de Shawnee, contribuindo para interromper o ciclo de encarceramento vivido por muitas mulheres da região.
Hoje, na maioria das manhãs, Jodi Whitt começa o dia a arranjar o cabelo e a maquilhar-se, alimenta o gato e conduz até à prisão. A sua secretária está decorada com frases motivacionais, um unicórnio branco de cerâmica e uma pequena faixa azul, com franjas, do Magic of Rotary. Rodeada de material de escritório e de manuais com recursos que aguardam para ser entregues, abre o computador e começa um novo dia. Já não como uma mulher encarcerada, mas como alguém que ajuda e apoia outras mulheres que estão a passar por essa experiência.

Sentada numa cadeira giratória, Jodi Whitt observa tudo a partir do conforto do seu acolhedor escritório. “Por vezes, não acredito que isto seja verdade”, diz. “Às vezes, não consigo acreditar que esta seja agora a minha vida.”
Projeto “Intersection to Care”
Patti Mellard é uma residente de longa data de Topeka, com uma energia contagiante, típica de uma supermãe do Midwest. O Rotary Club of Community Action Against Human Trafficking é o seu projeto de paixão, criado para combater este problema generalizado através da educação para a prevenção, do apoio a sobreviventes e da defesa de políticas e medidas de proteção. O presidente da Câmara de Topeka, Spencer Duncan, descreve Mellard de forma certeira como alguém “teimosa da maneira certa, que não aceita um não como resposta e não deixa que as dificuldades a façam desistir”.
O tráfico de seres humanos é o termo utilizado quando uma pessoa ou grupo recorre à força, fraude ou coação para obrigar outra pessoa a realizar algum tipo de trabalho, que pode incluir a exploração sexual comercial. Existem ideias erradas de que este fenómeno não acontece nos Estados Unidos ou de que as únicas vítimas são pessoas nascidas no estrangeiro. Mas o tráfico de seres humanos pode acontecer a qualquer pessoa, em qualquer lugar, incluindo em Topeka, no Kansas.
Mellard não estava a pensar na prisão quando criou o clube, um dos vários Rotary Clubs nos Estados Unidos dedicados a uma causa específica, neste caso, ao combate ao tráfico de seres humanos. No entanto, alguns dos primeiros membros do clube contaram-lhe que, quando as mulheres eram libertadas da prisão do condado de Shawnee, vulneráveis e sem saber para onde ir, os traficantes estavam muitas vezes à sua espera no parque de estacionamento. Em prisões e estabelecimentos prisionais de todo o país, os traficantes consultam registos disponíveis online para identificar potenciais vítimas e acompanhar as datas da sua libertação. Prometem às mulheres alojamento ou dinheiro e, por vezes, chegam mesmo a pagar a sua fiança, utilizando esse apoio como forma de controlo.

Essa tomada de consciência esteve na origem daquele que é atualmente o maior projeto do clube: Intersection to Care, que começou com o apoio de um subsídio global da The Rotary Foundation em 2022. A iniciativa transformou de forma significativa o funcionamento da prisão do condado de Shawnee. O que começou como um programa de apoio com recursos básicos e mentoria evoluiu e passou a incluir aulas de tecnologia, movimento e meditação, saúde e arteterapia, bem como alojamento de apoio e serviços de doula a pedido. Desde 2022, o Intersection to Care já apoiou mais de 1.000 mulheres, incluindo 134 nos primeiros cinco meses deste ano.
Com a ajuda de Whitt, o Intersection to Care aperfeiçoou o seu sistema de apoio às mulheres a partir do momento em que estas saem da prisão. Atualmente, Jodi ou outros voluntários esperam no exterior para transportar as mulheres recém-libertadas para alojamentos seguros. Por vezes, a urgência da sua missão surge de forma muito concreta. Certa vez, enquanto Jodi esperava no parque de estacionamento, um traficante encontrava-se mesmo ao seu lado, à espera da mulher que estava prestes a ser libertada. “Não tive medo dele”, conta Jodi. Quando a mulher saiu da prisão, Jodi colocou-a no seu carro e levou-a para um lugar seguro.
Mudar a cultura
Talvez nenhuma instituição norte-americana reflita melhor as vulnerabilidades da sua comunidade do que a prisão local. “A prisão é a porta de entrada para o sistema de justiça criminal”, explica Brian Cole, diretor do Departamento de Correções do Condado de Shawnee. Segundo ele, a sua função é garantir a segurança enquanto as pessoas aguardam a sentença que determinará a sua entrada no sistema prisional estadual ou federal, ou até serem libertadas, caso não sejam apresentadas acusações. Mas as prisões fazem mais do que isso. Cada vez mais, tornaram-se locais de passagem para pessoas que enfrentam problemas de saúde mental, dependências, falta de habitação ou outras situações de vulnerabilidade. Estarão as prisões preparadas para responder a estas necessidades? A resposta de Cole é imediata: não.
Quando Cole começou a trabalhar como agente prisional, há 37 anos, havia seis mulheres detidas na prisão de Shawnee. Atualmente, são mais de 100, um aumento que acompanha uma tendência verificada em todo o país. Entre 1980 e 2023, o número de mulheres encarceradas nos Estados Unidos aumentou mais de 600%, em grande parte devido ao agravamento das penas relacionadas com drogas. A este aumento junta-se o facto de os estabelecimentos prisionais frequentemente não disporem de cuidados adaptados às necessidades específicas das mulheres nem de serviços adequados de reintegração. “Custa-me dizê-lo”, afirma Cole, “mas nunca houve cuidados para as mulheres nas prisões.”

Em Topeka, a mudança da cultura em torno do encarceramento e da reintegração na sociedade tem vindo a ser construída ao longo de vários anos. Em 2018, Kristen Shook, natural de Topeka, começou a trabalhar na Mirror Inc., uma organização sem fins lucrativos local que apoia pessoas anteriormente encarceradas no seu processo de reintegração na comunidade. Em 2021, ajudou a criar o Shawnee County Reentry Council e lançou o podcast Reentry Reframed, dedicado a partilhar histórias de pessoas que saem da prisão. “Tem sido transformador para ajudar a mudar a cultura e a nossa comunidade como um todo, porque agora as vozes [das pessoas anteriormente encarceradas] estão presentes nas decisões e são elas que contribuem com a sua experiência”, afirma Shook.
Em 2022, Shook convidou Whitt para participar no podcast, numa entrevista que deu origem a uma nova colaboração. Perguntou-lhe: “Quais são as suas esperanças? No próximo ano, dois anos, cinco anos, que impacto gostaria de ter?” A resposta de Whitt inspirou Shook. Jodi disse que queria ajudar as mulheres que estavam na prisão. Duas semanas depois, Shook soube dos planos do Rotary Club para criar um programa de mentoria. Shook, Whitt e Mellard juntaram-se e formaram um trio de grande força, trabalhando em estreita colaboração com Cole e outros funcionários da prisão para levar o Intersection to Care para o estabelecimento.
No início, Mellard e outros membros do Rotary Club forneciam às mulheres dentro da prisão materiais como cadernos, tampões para os ouvidos, óculos de leitura e conjuntos de informações sobre os recursos disponíveis na comunidade. Também reuniam materiais para distribuir às mulheres no momento da libertação, incluindo vales de alimentação, passes de autocarro, telemóveis e kits de apoio com roupa e produtos de higiene pessoal. Tudo isto continua a ser uma parte essencial daquilo que o Intersection to Care oferece.

Mas, em janeiro de 2023, com o lançamento do programa de mentoria, o Intersection to Care passou a prestar um apoio mais direto. Os membros do clube receberam formação sobre intervenção informada pelo trauma para atuarem como mentores de mulheres antes e depois da sua libertação. Os pares reúnem-se pelo menos uma vez por semana dentro da prisão, com os mentores a prestarem apoio emocional contínuo. Os mentores também já foram buscar mulheres à prisão no momento da sua libertação e ajudaram-nas a ter acesso aos recursos de que necessitavam. Desde então, o programa já disponibilizou serviços de mentoria a mais de 120 mulheres encarceradas e formou 17 associados do Rotary como mentores, incluindo Whitt, que se juntou ao Rotary Club em 2023.
A iniciativa cresceu rapidamente a partir daí. Mellard tem uma capacidade especial para identificar uma necessidade e estabelecer contactos até encontrar quem possa dar-lhe resposta. “Pensámos que precisávamos de uma aula sobre saúde”, conta. “E a mulher de um associado do Rotary trabalhava no Departamento de Saúde do Condado de Shawnee. Contactei-a para saber se estaria disponível para o fazer e aceitou imediatamente.”
Essa pessoa era Shelley Ramos, coordenadora de promoção da saúde do departamento, que também conhecia Shook através do seu trabalho. “Se outra pessoa me tivesse perguntado: ‘Gostarias de ir à prisão do condado de Shawnee fazer isto?’, eu teria pensado que era louca”, diz Ramos. “Mas, como foram a Patti e a Kristen, em quem confio e nas quais acredito, soube que era a coisa certa a fazer.”

Ramos, que entretanto também se tornou associada do Rotary, começou, em 2024, a dinamizar uma sessão dedicada a questões de saúde comuns entre as mulheres detidas, incluindo a dependência e a violência doméstica, além de assinalar momentos importantes, como aniversários. Também orienta as mulheres sobre o processo de reinserção e sobre a forma de utilizar os recursos de saúde disponíveis no condado. Este trabalho levou inclusivamente a mudanças no departamento de saúde. “Estamos a criar um questionário para perceber o que está a funcionar e o que precisamos de mudar, para que tudo possa ser avaliado através de resultados mensuráveis”, explica Ramos. Atualmente, o departamento visita a ala masculina da prisão quatro vezes por ano, e Ramos está a defender a criação de sessões regulares.
Existem muitos outros exemplos do crescimento orgânico e de base comunitária que passou a caracterizar o Intersection to Care. A filha de Mellard sugeriu que o projeto apoiasse as novas mães, o que levou a uma parceria com o Topeka Doula Project, que visita as mulheres na prisão. Uma mulher que ouviu falar do Intersection to Care contactou Mellard para manifestar interesse em dinamizar uma sessão de movimento. Atualmente, visita a prisão duas vezes por semana, colocando música animada no telemóvel enquanto orienta exercícios. Whitt, que frequentou o curso de tecnologia da Universidade do Kansas no início do seu processo de recuperação, ficou determinada a levar essas aulas para a prisão. No final de 2023, o clube comprou computadores portáteis para tornar isso possível e, no ano seguinte, Whitt começou a dar a formação.

Linda Swopes, atualmente detida e a enfrentar uma longa luta contra a dependência, conheceu as iniciativas do programa através de Whitt. “Achei que era tudo treta”, admite Swopes. Ainda assim, decidiu experimentar a aula de tecnologia. Pouco depois, começou também a participar nas aulas de saúde e de arte. «É como se as pessoas daqui pegassem naquilo que está partido em nós e voltassem a juntá-lo», afirma, emocionada. “Dizem-nos que somos capazes de fazer isto e que somos dignas disso, mesmo quando não nos sentimos assim.”
“Posso dizer-vos que isto não acontece em nenhuma outra prisão onde já estive”, afirma Racheal, outra mulher detida, que pediu para ser identificada apenas pelo primeiro nome para proteger a sua privacidade. Muitas mulheres manifestaram a mesma surpresa por receber este tipo de apoio dentro de uma prisão. Racheal participou em todas as aulas e tornou-se mentora de pares na aula de tecnologia. “Os programas são feitos ao vosso ritmo e dependem daquilo que estão dispostas a dar”, explica. “Ninguém é obrigado a participar.”

Mentores e habitação
Dois componentes fundamentais contribuíram para o sucesso do Intersection to Care. Primeiro, no verão de 2024, o projeto contratou Whitt como responsável pela ligação aos recursos e obteve autorização para que trabalhasse dentro da prisão. A sua experiência pessoal foi essencial. “Tivemos outras três mulheres a desempenhar o papel da Jodi, mas não resultou”, explica Mellard. “Essas pessoas tinham um mestrado, tinham uma licença profissional.”
Mas Whitt tinha algo que elas não tinham. “Eu tinha antecedentes criminais”, afirma. E isso ajudou-a a criar uma ligação com as mulheres. Repetidamente, as mulheres refletiam sobre o significado de ver Whitt assumir uma posição de liderança. “Ela passou pela dependência e conseguiu recuperar”, afirma Swopes. “Ela voltou para me ajudar, agarrou-me pela mão e disse-me que eu tinha uma escolha e que eu era digna disto.”
Depois, o Intersection to Care alargou o seu foco ao apoio à habitação. “Quando saía daqui, não tinha para onde ir. O único lugar que tinha para onde ir era a casa onde se consumia droga”, recorda Whitt, referindo-se ao período em que entrava e saía da prisão. “Não tinha realmente um lugar seguro e estável, nem apoio verdadeiro, e foi por isso que fiquei presa nesse ciclo.”
Em janeiro de 2025, o Rotary Club recebeu um subsídio de 60.000 dólares para apoiar financeiramente a habitação de mulheres através da Oxford House of Kansas, uma rede de casas de recuperação geridas e apoiadas pelos próprios residentes. Em março desse ano, contrataram Alexis Tracy, uma mulher que esteve anteriormente detida, participou nos programas do Intersection to Care e viveu numa Oxford House, como responsável pela habitação. Desde então, ajudaram mais de 75 mulheres a encontrar alojamento depois de saírem da prisão.

Tracy ajuda as mulheres a candidatarem-se a uma vaga numa casa Oxford House ainda enquanto estão detidas e, depois, acompanha-as enquanto começam a reconstruir as suas vidas fora da prisão. Também faz parte da equipa de mentoria do Intersection to Care e é associada do Rotary. Tracy nunca imaginou que viria a ser rotária. “Até ir para a prisão”, conta, “não sabia que faziam este tipo de trabalho.”
Mellard suporta as quotas de associação ao Rotary dos mentores do Intersection to Care e das mulheres que regressam à comunidade depois de saírem da prisão. Assim, o clube, que conta atualmente com cerca de 60 associados, reúne mulheres anteriormente encarceradas, rotários de longa data e outras pessoas da rede de contactos de Mellard. Ao tornarem-se associadas do Rotary, explica, “isso ajuda-as a compreender toda a nossa missão”.
A missão do clube e a diversidade do grupo de habitantes de Topeka que conseguiu envolver ficaram bem patentes numa noite de março, no bairro artístico da cidade. Healing in Color: Stories of Strength & Hope, uma exposição de trabalhos artísticos realizados por mulheres que participam no programa de arte informado pelo trauma do Intersection to Care, encheu o espaço de visitantes, entre os quais estava o presidente da Câmara, Duncan. Mellard tinha-o contactado para lhe explicar a importância do trabalho do projeto quando este se encontrava em campanha eleitoral.
Jennifer Montgomery, bolseira do Rotary Peace Fellowship que criou a aula de arte em 2025, foi a oradora principal. Uma mulher anteriormente encarcerada, cuja obra estava em exposição, também partilhou o seu testemunho. Entre os presentes, o diretor Cole e outros funcionários da prisão conversavam com mulheres anteriormente encarceradas. Mellard, Shook e Whitt circularam pelo evento de forma estratégica. Conseguiram a aprovação de Cole para organizar, nessa noite, uma festa de pizza na prisão e falaram com o presidente da Câmara sobre o sucesso do programa e sobre a necessidade de obter mais financiamento para continuar o trabalho de apoio à habitação. Poucos dias depois, uma organização local de apoio a mulheres atribuiu-lhes 10.000 dólares para esse objetivo.

A exposição Healing in Color: Stories of Strength & Hope apresentou trabalhos realizados por mulheres que participaram nas aulas de arteterapia e atraiu uma sala cheia.

Whitt estava entusiasmada, “Falei com o presidente da Câmara!», mas também exausta: «Estou pronta para ir para casa e sentar-me com o meu gato.” À medida que os participantes se dispersavam, lembrou-se de que uma mulher seria libertada da prisão no dia seguinte e confirmou com um funcionário que estava tudo preparado para a receber. “Agora já temos isto perfeitamente organizado. Está tudo preparado”, afirma Whitt. “As mulheres que foram libertadas há meses estão agora à espera daquelas que estão a sair agora.”

Jennifer Montgomery, bolseira do Rotary Peace Fellowship, criou em 2025 o programa de artes informado pelo trauma na prisão e é atualmente a sua dinamizadora.
Whitt, que já esteve muitas vezes junto ao portão de saída, refletiu sobre os obstáculos que esperavam esta mulher e desejou-lhe sucesso. Depois, tirou uma última fotografia de grupo com os presentes na exposição de arte, despediu-se, entrou no carro e regressou a casa. No dia seguinte, Whitt estaria novamente na prisão, onde contaria às mulheres detidas que não puderam participar como tinha sido a noite e, depois, ajudaria mais uma mulher a regressar em segurança à comunidade.
Este artigo foi originalmente publicado na edição de agosto de 2026 da revista Rotary.
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