Encontro fortuito inspira novo compromisso para acabar com a pólio

Encontro fortuito inspira novo compromisso para acabar com a pólio

Habiba Bennani

Por Habiba Bennani, coordenadora assistente de imagem pública do Rotary e membro do Rotary Club de Tunis La Paix, Tunísia.

Usamos muitas vezes os nossos pins do Rotary ou exibimos os nossos logótipos por hábito, ou por um orgulho discreto. Mas, por vezes, um simples autocolante torna‑se uma ponte entre duas vidas.

Há algumas semanas, estava numa sala de embarque à espera do meu voo quando abri o computador para adiantar algum trabalho. Na capa, tenho um autocolante “End Polio Now”. Um senhor aproximou‑se, intrigado pelo logótipo. O que poderia ter sido apenas um breve momento de curiosidade transformou‑se num dos testemunhos mais comoventes que alguma vez ouvi.

Contou‑me a história do pai — que contraiu pólio aos três anos, em Brooklyn, Nova Iorque. Movido por uma força de vontade inabalável, já adulto quis juntar‑se ao exército para servir o seu país, mas foi rejeitado para funções de combate devido às sequelas físicas da doença.

Ainda assim, aceitou um posto como mecânico no exército. Era uma vida de trabalho árduo e físico. Tinha uma coxeadura permanente, mas serviu com resiliência e dignidade. Não permitiu que um vírus definisse os seus limites. E transmitiu ao filho tanto a vontade de superar a adversidade como a importância de mostrar compaixão a todas as pessoas, independentemente de quem sejam ou da sua situação de vida.

Ao ouvir aquele filho falar do pai com tanta emoção, vi de repente rostos, lutas e destinos por detrás da palavra “erradicação”.

Sou membro do Rotary há quatro anos. Vi gráficos, li folhetos, participei em reuniões. Mas foi este encontro fortuito — esta “faísca” humana — que me fez sentir verdadeiramente a urgência absoluta da nossa missão.

Quando cheguei a casa, fiz a minha primeira doação pessoal ao fundo Polio Plus (estou longe do nível de Grande Doador, mas este primeiro passo foi um marco pessoal).

Já não era apenas um número num relatório anual. Era por aquele pai, o mecânico. Era para que nenhuma outra criança visse os seus sonhos limitados por uma doença evitável.

Por vezes, a maior inspiração e motivação para acabar com a pólio não está nas nossas reuniões, mas nas pessoas que encontramos e nas suas histórias sentidas.

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