Por Prof.ª Mary Ann Lumsden, associada do Rotary Club de London e integrante da Equipa de Consultores Técnicos da Fundação Rotária, do Conselho Diretor do Grupo Rotary em Ação pela Saúde Reprodutiva, Materna e Infantil, e do Grupo de Companheirismo de Profissionais da Saúde
Isabel Scarinci, sobrevivente da poliomielite e associada do Rotary que está a liderar esforços para eliminar o cancro do colo do útero.
Numa clínica comunitária em Anuradhapura, no Sri Lanka, um grupo de jovens mulheres está a aprender sobre o cancro do colo do útero. Uma enfermeira explica o que é o papilomavírus humano (HPV), como funciona o exame e porque é que vacinar as raparigas no início da adolescência — quando a resposta do sistema imunitário é mais forte — pode mudar o futuro das suas filhas.
Para muitas, esta é a primeira vez que ouvem que o cancro do colo do útero é quase totalmente evitável. Num país onde a doença já ceifou inúmeras vidas, este conhecimento é transformador.
Graças a um Subsídio Global da The Rotary Foundation, os Rotary Clubs de Birmingham (EUA) e de Colombo (Sri Lanka), em parceria com o Ministério da Saúde do Sri Lanka e o O’Neal Comprehensive Cancer Center da Universidade do Alabama em Birmingham, estão a proporcionar acesso à vacinação para raparigas e a exames de deteção e tratamento para mulheres.
Cenas como esta estão a repetir‑se em todo o mundo, à medida que os rotários aplicam as lições aprendidas com o nosso trabalho de erradicação da pólio para eliminar uma das causas de morte por cancro mais evitáveis entre as mulheres.
Uma tragédia que pode ser prevenida
Uma mulher morre de cancro do colo do útero a cada 90 segundos, sobretudo em países de baixo e médio rendimento. Nos EUA, uma mulher morre a cada duas horas. A carga global atual da doença, que afeta 662.000 mulheres, aumentará para 855.000 até 2040, a menos que sejam tomadas medidas agora. É o quarto tipo de cancro mais comum entre as mulheres em todo o mundo — mas é um dos poucos que podemos eliminar.
As ferramentas existem: a vacina contra o HPV, os exames de rotina e o tratamento precoce. No entanto, muitos locais enfrentam barreiras como a falta de sensibilização, o acesso limitado aos cuidados de saúde, a hesitação em relação à vacina e o estigma social. Mas os associados do Rotary estão a trabalhar com as comunidades para as superar.
O legado do Rotary na saúde global
A luta de décadas do Rotary para erradicar a poliomielite mostrou ao mundo o que é possível quando determinação, ciência e confiança comunitária caminham lado a lado.
Agora, os associados do Rotary estão a aplicar esse mesmo compromisso à eliminação do cancro do colo do útero.
A credibilidade que construímos — especialmente no que diz respeito à distribuição de vacinas, à educação comunitária e à colaboração com governos e ministérios da saúde — está a abrir novas portas. Em muitos países, as relações de confiança estabelecidas pelo Rotary permitem que conversas sobre saúde feminina e vacinação aconteçam onde nunca tinham acontecido antes, por vezes em conjunto com a vacinação contra a pólio.
Em todo o mundo, os associados estão a organizar campanhas de sensibilização e a trabalhar com escolas e clínicas para promover a vacinação contra o HPV. Os clubes estão a apoiar programas educativos e exames. Os associados do Rotary e do Rotaract estão a colaborar com líderes locais e profissionais de saúde para levar serviços preventivos a comunidades carenciadas.
A força de um grupo
A liderar este esforço está o Grupo de Companheirismo de Profissionais de Saúde do Rotary, uma rede global de especialistas médicos dedicados a melhorar os resultados na área da saúde.
Através de webinars, partilha de conhecimento e mentoria, o grupo está a apoiar os associados, permitindo‑lhes aprender, estabelecer ligações e agir na prevenção do cancro do colo do útero. Está a transmitir aos associados do Rotary e do Rotaract informações práticas sobre vacinação, exames e desenvolvimento de projetos.
“Estamos a ver o mesmo potencial que vimos no início da campanha contra a poliomielite”, afirma um líder do grupo. “Quando os associados do Rotary compreendem a questão e sabem o que fazer, conseguem criar mudanças reais e duradouras.”
Trabalhar juntos para gerar impacto global
A eliminação do cancro do colo do útero não acontecerá de um dia para o outro. Exige educação, acesso e o tipo de envolvimento comunitário contínuo pelo qual o Rotary é tão reconhecido. A boa notícia é que o mundo já dispõe de um plano de ação: a estratégia global da Organização Mundial da Saúde para eliminar o cancro do colo do útero até 2030. Os associados do Rotary estão a ajudar a transformar essa estratégia em prática — comunidade a comunidade.
Ao unir forças com comunidades através de clubes, distritos e países, os associados do Rotary e do Rotaract podem ajudar a garantir que raparigas de todos os lugares recebam a vacina contra o HPV e que as mulheres tenham acesso a exames e cuidados médicos.
Envolva‑se
A rede global do Rotary está a mobilizar‑se para aumentar a sensibilização e acelerar a ação. Pode fazer parte deste esforço:
Assista ao webinar do Grupo de Companheirismo de Profissionais de Saúde para ouvir especialistas, pacientes e companheiros que lideram iniciativas de prevenção.
Entre em contacto comigo ou com o Dr. John Phillips, do Grupo de Companheirismo de Profissionais de Saúde, para se ligar a clubes que já trabalham na área da saúde global e da saúde da mulher. Partilhe ideias e explore oportunidades de colaboração.
Apoie campanhas locais de vacinação contra o HPV, organize eventos de sensibilização ou promova a educação em saúde feminina na sua comunidade.
Com o nosso alcance global, parcerias de confiança e um historial comprovado em saúde pública, o Rotary é uma força poderosa na eliminação do cancro do colo do útero. Vamos transformar este sonho em realidade!
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