O presidente eleito do Rotary International enfatiza ações eficazes e a importância de acolher o mundo de braços abertos.
Por Etelka Lehoczky
O presidente eleito do Rotary International, Olayinka Babalola, pediu aos associados que Criem Impacto Duradouro, tornando os seus clubes mais acolhedores, realizando projetos com impacto e permitindo que as suas experiências rotárias os transformem enquanto pessoas.
“O Rotary transformou-nos. Moldou quem somos e tornou-nos pessoas melhores”, afirmou Babalola na Assembleia Internacional do Rotary, em Orlando, EUA, no dia 12 de janeiro. “Muitas vezes falamos sobre mudar o mundo. Falamos sobre erradicar a pólio, sobre construir a paz. Não pensamos o suficiente sobre a forma como o Rotary nos transforma.”
Babalola, associado do Rotary Club de Trans Amadi, na Nigéria, descreveu como o facto de ter entrado para um Rotaract Club na adolescência ampliou a sua perspetiva para além da visão limitada e privilegiada que tinha até então. Essa mudança de consciência ocorreu ao observar o impacto duradouro que o seu clube teve na comunidade, especialmente ao ensinar pessoas a ler e a escrever.
“Como associados do Rotary, partilhamos a visão de um futuro melhor”, afirmou. “Para tornar essa visão uma realidade, precisamos de reconhecer e desencadear a mudança dentro de nós próprios. Devemos concentrar-nos não apenas nos resultados, mas no impacto.”
Mudança e impacto não são a mesma coisa, acrescentou: “A mudança é apenas o início. O impacto é aquilo que perdura.”
Compreender o impacto
Os associados do Rotary criaram impacto ao expandirem a educação infantil em Knysna, na África do Sul, e ao aumentarem o acesso aos cuidados pré-natais na Nigéria, relatou Babalola. O Rotary Club de Knysna capacitou mulheres locais a abrir e gerir centros de educação infantil.
“O projeto alcança milhares de crianças e famílias e continuará a oferecer educação a estas comunidades durante muitas gerações”, afirmou Babalola. “Podemos recriar este tipo de impacto noutras partes do mundo e, ao fazê-lo, ganhar confiança e reconhecimento nas comunidades que servimos. E quando mais comunidades confiam no Rotary, mais pessoas demonstram interesse em associar-se.”
Babalola descreveu também o vasto impacto do programa Juntos por Famílias Saudáveis na Nigéria. A iniciativa, destinada a reduzir as taxas de mortalidade materna e neonatal, recebeu em 2022 um Subsídio de Grande Escala do Rotary, no valor de 2 milhões de dólares.
“Antes da intervenção do Rotary, muitas mulheres evitavam as consultas de pré-natal, que são essenciais para garantir um parto seguro para a mãe e para o bebé”, explicou. “Depois do trabalho desenvolvido com o Rotary, foram implementados sistemas para ajudar as grávidas a realizarem o pré-natal. A comunidade envolveu-se. A adesão aumentou. A mortalidade diminuiu. O projeto [transformará] vidas em toda a Nigéria durante décadas.”
Dando as boas‑vindas
Babalola pediu aos associados que adotem uma atitude mais aberta e acolhedora em relação aos recém‑chegados aos clubes. Contou que, quando era associado de um Rotaract Club e desejava entrar para um Rotary Club, o presidente deste o tratou com desdém.
“Ele disse: ‘Que audácia! Não pode simplesmente associar‑se. Precisa de um convite’”, recorda Babalola. “Eu podia simplesmente ter ido embora. Em vez disso, respondi: ‘Não sabia que um filho precisava de convite para entrar na casa dos seus pais.’”
Embora as coisas tenham mudado desde então, Babalola considera que não mudaram o suficiente. Alguns clubes fecham‑se em vez de “acolher o mundo de braços abertos”, afirmou. Os jovens nem sempre são tratados com respeito, acrescentou, e as pessoas com ideias e origens diferentes nem sempre se sentem bem‑vindas. Pediu, por isso, aos associados que reflitam sobre como podem receber melhor quem chega.
“Nunca se sabe que história rotária pode começar – ou terminar – com base na forma como alguém se sente numa reunião ou num projeto”, disse.
Segundo ele, outra forma de os associados se focarem na mudança pessoal é procurando ir além do seu melhor. Pediu aos líderes distritais que analisem os seus sucessos anteriores em angariação de fundos, planeamento de projetos e recrutamento de associados. Depois, recomendou que se desafiem a superar os seus próprios feitos.
“Quando mudamos a nós próprios, mudamos os nossos clubes e distritos”, concluiu. “Quando mudamos os nossos distritos, mudamos as comunidades que servimos. E quando mudamos as nossas comunidades, criamos um impacto duradouro em nós, nas nossas comunidades e em todo o mundo.”
Discursos e recursos
Logótipo e materiais da mensagem de 2026‑27 (para download)
Discurso do presidente eleito do RI, Olayinka Babalola (PDF, vídeo online, vídeo para download)
Discurso do secretário‑geral e CEO do RI, John Hewko (PDF, vídeo online, vídeo para download)
— Janeiro de 2026
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